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23 de mar. de 2008

A VERDADEIRA PASCOA

A VERDADEIRA PÁSCOA

Dois mil anos atrás, um homem veio ao mundo...
Disposto a ser o maior exemplo do amor e verdade que a humanidade conheceria.
Sua proposta de vida não foi entendida por muitos.
Condenaram este homem e crucificaram-no, ignorando todos os seus propósitos de um mundo melhor.

Houve dor, angústia e escuridão.
Por três dias, o sol se recusou a brilhar, a lua se negou a iluminar a Terra, até que, ao terceiro dia, a vida aconteceu.
A Páscoa existe para nos lembrar deste espetáculo inigualável chamado ressurreição.

PÁSCOA,
Ressurreição do sorriso, da alegria de viver, do amor.
Ressurreição da amizade e da vontade de ser feliz.
Ressurreição dos sonhos, das lembranças.
E de uma verdade que está acima dos ovos de chocolate ou até dos coelhinhos.

Cristo morreu, mas ressuscitou.
E fez isso somente para nos ensinar a matar os nossos piores defeitos e ressuscitar as maiores virtudes sepultadas no íntimo de nossos corações. 
Que esta seja a nossa verdade .


FELIZ PÁSCOA!

25 de abr. de 2007

Palavras de um vazio sentido num instante perdido

O cinzento que me cobre é o que de mais cor-de-rosa ilumina a vida de alguns seres.


Mas mesmo isso não me impede de sentir tristeza quando sinto o desprezo de um amigo ou de lágrimas derramar quando experimento mais uma desilusão do Ser Humano.


Uma voz tinha-me segredado algumas palavras um dia antes. Uma voz vinda dos céus . . . do passado . . ao meu ouvido baixinho tinha dito "cuidado com o sonho".


Apesar da voz reconhecer e de um sorriso esboçar deixas as palavras cair no vazio e no sonho acreditei.


Uma mesma faca espetada com mais requinte e delicadeza mordaz ou um novo artefacto aguçado de uma forma um tanto premeditada?


 Há palavras, gestos . . .ou melhor a falta de palavras e gestos funcionam como facas capazes de acabar com uma vida sem que  quem ao lado dela passe sinta o mínimo dos salpicos.


Um dia de sonho, de desejos amplamente guardados, um dia planeado . . . apenas isso foi o necessário para . . . para que num instante como aquele que rouba o Sol do seu momento mais belo (o pôr do sol) . . . um instante para que a realidade caísse em mim. . .


Cada segundo, minuto, hora era sentido e vivido com uma estranheza . . . não era ali que deveria de estar.


Sentada na beira do abismo olhando o horizonte vazio de vida . . . sentada na porta da vida e da morte, no limbo a uma escassa distância do arrebatamento . . . de braços abertos, de peito livre de olhos cerrados a espera do abraço violentamente envolvente que dali me levasse por uma vez mais para nunca mais voltar . . .


A noite caiu por fim e o corpo cansado e fustigado do frio e do vento começou a reclamar.


Rendida entrei no carro e regressei para o conforto de todas as noites, para abraço sem vida que sempre me recebeu - o meu.


(Autor desconhecido)