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14 de jul. de 2007

O AMOR CURA

O amor cura



Com uma lista de benefícios à mão, médicos pregam equilíbrio da vida afetiva e prescrevem o amor como forma de prevenir doenças
Por Maria da Luz Miranda

Se ainda não está no receituário, falta pouco.
O afeto já entra na conversa entre médicos e pacientes com o forte apelo de que para manter a saúde, prevenir doenças e fortalecer o sistema imunológico, precisamos de amor.
É hora de prestar mais atenção e esticar a conversa com o cardiologista.

Os especialistas já não têm dúvidas: o amor previne e cura, e o corpo agradece o cuidado.
"Pessoas que estão de bem com a vida estão menos propensas a infecções, respondem melhor a tratamentos, têm melhor postura diante de problemas de saúde mesmo os corriqueiros , são mais otimistas", ressalta o clínico geral Gustavo Paiva.

Os benefícios do amor, inclusive para o coração, são comprovados cientificamente.
"Pessoas com um bom relacionamento social, que tem um parceiro(a), não vivem sozinhas, tem menos chance de adoecer", reforça o cardiologista Daniel França Vasconcelos.

"É difícil amar alguém sem estar de bem consigo mesmo.
E essa é uma prova de que o lado emocional está bem resolvido, o que já é um grande passo para o equilíbrio imunológico", diz Gustavo Paiva.

Assim como a presença do amor faz bem, a falta dele acarreta danos.
"A depressão também é muito comum em pessoas que não trocam sentimentos positivos e vivem sozinhas.
Já o amor não correspondido, por exemplo, pode trazer grandes tristezas, mágoas, rancores e prejudicar a saúde, causando, futuramente, um câncer ou problemas cardíacos", afirma o cardiologista.
Contra as dores do amor não há remédio, por isso, o ideal é aproveitar o lado positivo do sentimento.
"O importante é ser feliz e saber usufruir o aspecto positivo do amor no sentido pleno da vida", diz Daniel França.

A receita de Gustavo Paiva prega o equlíbrio.
"Cada um tem uma forma singular de lidar com sentimentos. Hoje, a correria é grande, as pessoas são levadas pela vida e isso é muito ruim.
É preciso cuidar dos vários aspectos que nos tornam humanos: o espiritual, o físico, o intelectual, o afetivo.
É preciso equilibrar todos eles para viver da melhor maneira".