Nelas, estava investido nosso padrão de moral e a pureza de nosso sangue.
A esposa não recebia o nome do marido
sequer entrava para seu clã,
e as crianças pertenciam ao clã da mulher.
Toda a propriedade da família era mantida por ela.
A descendência era traçada na linha materna,
e a honra da casa estava em suas mãos.
A modéstia era seu adorno-chefe;
consequentemente a mulher mais nova era normalmente silenciosa e reservada,
mas uma mulher que tivesse atingido a maturidade dos anos e a sabedoria,
ou que tivesse demonstrado uma coragem notável
em alguma emergência,
era às vezes convidade para sentar-se junto com o conselho.
Desta forma ela comandava de forma incontestável
dentro de seu próprio domínio,
e era para nós uma torre de força moral e espiritual,
até a chegada à fronteira do homem branco,
o soldado e o comerciante,
que com bebidas alcoólicas destruiu a honra do homem,
e através de seu poder sobre um esposo indigno
comprava a virtude de sua esposa ou de sua filha.
Quando a mulher caiu, a raça toda caiu com ela.
Antes que esta calamidade caísse sobre nós,
você não conseguiria encontrar em nenhum lugar
um lar mais feliz do que aquele criado pela mulher indígena.
Não havia nada de artificial sobre sua pessoa,
e muito pouca falsidade em seu caráter.
Seu treinamento precoce e consistente,
a determinação de sua vocação, e, acima de tudo,
sua atitude profundamente religiosa,
deu a ela a força e estabilidade que não poderia ser superada por nenhum infortúnio
A mulher Cherokee na época da descoberta das Américas
tinha mais direitos e privilégios do que a mulher casada de hoje.
As mulheres não somente possuíam a propriedade,
participavam tanto das batalhas nas guerras e
dos conselhos de guerra,
mas também sentavam-se com os conselhos civis de paz.
A linhagem era traçada através de seu clã.
No casamento,
no novo esposo deveria viver com o Clã de sua esposa.
Para obter um divórcio,
a esposa simplesmente colocava os pertences pessoais
para fora da porta da tenda.
Não havia nenhum tipo de embaraços
legais sobre a divisão da propriedade ou a custódia das crianças,
pois toda a propriedade de qualquer valor
já pertencia a ela, e as crianças pertenciam ao clã.
As mulheres de hoje têm percorrido um longo caminho
para alcançar o seu "lugar ao sol",
mas não alcançaram ainda a posição da mulher Cherokee
à época da descoberta.
Fonte:
The Soul of the Indian
Dr Charles Alexander Eastman, 1911
born Ohiyesa of the Santee Sioux, in 1858