17 de abr de 2010

A Lenda do Beija-Flor



Existiam duas tribos morando à beira de um rio:
uma tribo maior e uma tribo menor.


A tribo menor
plantava e pescava com muito afinco e, com isso,
começou a ter mais peixe e maior abundância de alimentos.
Isto gerou inveja na outra tribo, que começou a hostilizar seus vizinhos, primeiro com palavras, depois com gestos e por fim declararam guerra àqueles que, mesmo em menor número, eram mais trabalhadores e eficientes.


Indiferente a estas questões,
dois jovens se enamoraram,
porém cada qual pertencia a uma tribo.
 
O rapaz pertencia à tribo menor e
a jovem à tribo maior.

Apesar da guerra, os dois se encontravam às escondidas, mas um dia os guerreiros da tribo da jovem a seguiram e os encontraram namorando.

Depois de espancar o rapaz e pensando que ele já estivesse morto levaram a jovem de volta à tribo.



O Conselho dos Anciãos foi convocado para o julgamento da pobre jovem.
A acusação era de traição, já que as tribos estavam em guerra e eles acreditavam que ela passava segredos para a outra tribo.

A sentença era de morte,
mas por ela ser muito jovem e bela, convocaram os Xamãs que resolveram transformá-la numa flor.

O rapaz, socorrido por seus guerreiros, sobreviveu ao espancamento e, tão logo se recuperou passou a procurar desesperadamente pela sua amada.
Ele chamou os anciãos e anunciou que iria até a outra tribo em busca de seu amor.
Eles não permitiram tremenda loucura e tentaram, de toda forma, impedi-lo.

 Afirmaram que na sua tribo existiam lindas moças que poderiam ser boa esposa e dar-lhe filhos fortes e saudáveis.

O rapaz estava irredutível e os anciãos, vendo tamanha decisão e tristeza do jovem, chamaram os xamãs para ajudá-los.
 
Depois de muito pensar e sabendo que a jovem amada tinha sido transformada em flor decidiram transformá-lo em Beija-Flor.


Segundo a lenda, é por isto que o Beija-Flor vai de flor em flor, sempre tentando achar a sua amada.



Em toda lenda índígena existe uma moral que os mais velhos ensinam aos mais novos e esta é que
nunca se deve desistir do seu objetivo.


Minha homenagem ao "Dia do Índio",
19 de abril.



Um comentário:

Obrigada por comentar. Volte sempre!